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riscos_e_rabiscos

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Depressão no Masculino

 

Todos sabemos que as relações humanas não são fáceis. Há que haver tolerância e cedência entre dois seres que se amam. Há que cultivar o amor todos os dias, como se não houvesse amanhã. Mas nada disto é fácil.

 

Nas relações cujo tempo já é longo, tende a cair-se na monotonia. No entanto há que haver investimento das duas partes para modificar isto. O pior é quando só uma das partes investe porque a outra não está bem.

A mulher embeleza-se, cuida de si sempre com o intuito de agradar ao homem. Mas o homem não. Ele não está bem e resiste em admiti-lo. Não partilha os seus problemas que mascara com os mais variados subterfúgios. Estamos à beira da depressão.

 

Já nada interessa. Apetece-lhe estar sozinho, isolar-se da mulher e filhos, dos amigos. Mostra uma tristeza profunda, um desespero perante a vida. Sente que não consegue fazer a família feliz e, por isso, afasta-se.

Como sempre, a mulher luta, batalha, para tentar compreender o homem e ajudá-lo. Mas ele ergue uma barreira intransponível, nem ele consegue entender a sua própria mente. Ele não consegue distanciar-se e perceber que está doente, que precisa de ajuda. Ele não percebe que ao rejeitar ajuda está a dinamitar a sua relação, está a fazer sofrer quem o ama.

 

A confusão mental é de tal ordem que se sente ansioso com tudo e com todos, quer tudo e nada, revela uma apatia e um cansaço estranhamente anormal acompanhado de grandes insónias. As relações sexuais entre o casal são grandemente afectadas. Ela tem vontade de partilhar um momento de amor e prazer com o seu parceiro mas ele mostra-se indiferente, desinteressado e não consegue consumar o acto. Mas um problema para a sua cabeça pois, perante a mentalidade masculina, a falha da consumação do acto é sinónimo de fraqueza da sua masculinidade.

 

Quando falamos em depressão, referimo-nos, quase sempre, ao universo feminino. Os homens não têm depressões, apenas se encontram cansados, diz o preconceito masculino.

É muito triste assistir-se à degradação de uma relação pelo facto do elemento masculino precisar de ajuda e não a aceitar…

 

 

Amor Consumado

 

Após algum tempo de afastamento,

                          dois corpos sedentos um do outro

                                                       reencontram-se e fundem-se

                                                                               dando origem a uma

      explosão de estrelas e cometas...

O Sexo Trata-lhe da Saúde!

 

Aproxima-se o fim de semana e com ela a tão ansiada vinda do N. a casa.

O N. quer por força tratar-me da saúde. Já sei que ele só quer o meu bem, tal como eu a ele. Mas é preciso ir com calma…

Entrámos numa discussão acerca de sexo. Dos benefícios das relações sexuais.

 

Como já todos sabem, ando aqui com um grave dilema acerca do meu peso. Ele, preocupado com o assunto, revolveu procurar vias alternativas à cirurgia. Encontrou uma: SEXO! Ele defende a teoria que o sexo tira as dores de cabeça, queima calorias e faz emagrecer.

Ora eu até sou uma moçoila bastante céptica por isso, fui procurar informação. Pois agora espantem-se! Ele até tem… razão! E é tão zeloso que está a ter em conta não só o meu bem estar físico como psíquico ou até monetário…

 

Ora vamos lá a explicações mais claras.

Ponto um: O sexo tira as dores de cabeça.

Será que isto é verdade? Afinal existe a famosa desculpa “hoje não, querido, estou cheia de dores de cabeça…” Será porque o sexo agrava a dor de cabeça ou será que a vontade de sexo é nula? Por outro lado, também podemos pensar que numa relação sexual a circulação sanguínea aumenta e manda a dor de cabeça dar uma volta ao bilhar grande.

A experimentar para averiguar a verdade…

 

Ponto dois: O sexo queima calorias.

Pudera! Com o aquecimento global…! Dois corpos em esforço e fricção só poderia produzir aquecimento.

Se há esforço, produz aquecimento. Se produz aquecimento, há desgaste de energia. Se há desgaste de energia… bye bye calorias!!!

Lemos nós que em cada leva (entenda-se relação sexual), perdemos 200 calorias. Ele propôs que eu perdesse o mínimo de 600 calorias por dia…

 

Ponto três: O sexo faz emagrecer.

Segundo a lógica, assim será! Depois de tanto esforço, ginástica e transpiração, lá se foram as calorias todas!

Assim sendo, já não preciso de ir para nenhum ginásio e poupo uns trocos.

Acusa-me o N. que a culpa da sua abdominocha (tradução: bocha é o mesmo que o famoso pneu, mas para não ferir susceptibilidades uso esta terminologia, inventada por mim, cujo significado é um abdominal mais “desenvolvido”), deve-se a estar de dieta forçada hà 2 meses. E que é por este motivo, também, que eu tou mais pesadinha…  

Não confirmo nem desminto…

 

E agora vou contar-vos mais umas coisas que descobri:

 

- Previne a osteoporose.

Em vez de nos atascarmos de leite e iogurte, vá de fazer sexo com fartura…

 

- Alivia as dores, em geral.

  Já sabes o que te espera N. !

 

- Previne as constipações.

Por esta não esperava! Pessoal, vamos lá a praticar sexo para combater a estirpe da gripe!

 

- Ajuda a dormir!

Fora os comprimidos para dormir! Viva a medicina “natural”! Viva o sexo!

 

“Uma vida sexual activa reduz em 50% o risco de morte.”

 

 

E pronto! Haveria mais para contar mas já chega.

 

Um Jogo de Sentimentos

Uma rapariga conhece um rapaz. Sentimos imediatamente um agrado mútuo, uma empatia magnética. Já não nos conseguimos libertar daquela pessoa e, sem dar-mos por isso, o nosso pensamento foge-nos sempre para ali, o nosso discurso está cheio de referências a ele – tudo serve de pretexto para nos lembrar-mos de pormenores dele – e insuflamos o peito ao pronunciarmos o seu nome.
 
Só pensamos em formas de desfrutar da companhia um do outro… Longas conversas, gargalhadas descontraídas e, finalmente, o tão desejado toque de lábios. É o contacto entre dois mundos, uma explosão de estrelas, o surgimento de um novo planeta: o do Amor.
E já não podemos conceber o mundo sem ele – ele é o nosso mundo.
É a felicidade suprema pois somos o ponto fulcral da atenção dele. Somos surpreendidas por flores, telefonemas tolos, SMS carinhosas, bilhetinhos amorosos e palavras que nunca pensámos ouvir.
 
É então que algo corre mal e nós nem sabemos explicar qual o motivo. Há atitudes frias e inexplicáveis, deixamos de nos ver todos os dias e começamos a sentir borboletas no estômago.
Ficamos deprimidas e confusas. As coisas corriam de feição, o que se terá passado?
A indiferença dele corrói-nos, a falta de notícias destrói-nos. Mas o que estará a acontecer?
Tentamos a conversa mas não obtemos respostas. Revemos toda a relação à procura do que fizemos errado e… nada!
Ausência total do seu contacto. Nós também não o procuramos pois estamos tão desoladas que pensamos que ele não quer saber de nós. Choramos, gritamos, desabafamos. É o fim…
 
O tempo passa e já perdemos toda e qualquer esperança de o voltar a ver. As trevas invadiram o nosso mundo e é o vazio total. Perdemos a vontade de viver e de lutar.
O alento para estar com os amigos ou trabalhar é nulo. Limitamo-nos a arrastar-nos pela vida.
 
Lentamente, começamos a ganhar força e ânimo. Reerguemo-nos e engrenamos na rotina da nossa vida esperando recuperar algum entusiasmo.
 
É nessa altura que recebemos um telefonema dele a pedir para nos ver. Pronto! Volta tudo ao princípio. Quando nós já estávamos mentalizadas de que ele já não gostava de nós, que a relação tinha terminado e que não o voltaríamos a ver, eis que uma centelha de esperança se acende de novo. O nosso mundo volta a girar ao contrário.
 
Mas a incerteza e a insegurança invade-nos. Não sabemos o que significa aquele telefonema. Será uma esperança vã de um reatamento? Será que ele só nos vê como uma “amiga”? Será que fomos apenas mais uma na sua vida? Afinal o que significamos para ele, se é que significamos alguma coisa, neste momento?
 
Aceitamos sair com ele, ou não? Provavelmente sim. O coração fala mais alto que a razão e decidimos arriscar para ver o que vai acontecer. Nós gostamos dele e temos a esperança que tudo volte ao princípio.
Ou provavelmente não. Sofremos muito, não queremos voltar a passar pelo mesmo e decidimos seguir em frente.
 
“Quando nos sentimos dispostos a amar queremos que nos amem, sem pensar que essa exigência afasta o génio do amor.”
 
                                                                      Bettina Brentano